26/06/2009

O que mais magoa...

Dizem que o tempo ordena em tudo e que numa relação terminada, com o tempo, o mal que aconteceu esquece-se e o bom fica. O "bom" que fica, tráz tristeza e mágoa, leva à saudade e à vontade de voltarmos atrás para nos podermos sentir da melhor forma possível com quem assim nos faz sentir.

Comigo, tal não aconteceu. Pouco tempo passou e continuo sem encontrar qualquer aspecto negativo no tempo que estivemos juntos. Por isso, todas as memórias que tenho fazem-me sorrir sempre que as recordo. Não fico magoado e não me entristece. De certa forma deixa-me, incompreensivelmente, feliz.

Continuando... passadas cerca de duas semanas de alguma introspecção, afirmo agora que numa relação que chega ao fim, o que mais dói não são os bons momentos que passaram, mas os planos que se fizeram baseados nos mesmos. Não deixando de ser algo totalmente inconsciente e até inerente a um casal, fazer planos pode ao mesmo tempo ser o maior erro que se comete. Os fins-de-semana que se passam juntos, os passeios com o cão, o Verão, as viajens feitas, o carinho e preocupação que se dá e recebe, e milhentas outras coisas desta vida e 'da outra' que podia referir, tornam impossível não pensar em algo mais do que o amanhã.

Tomando como exemplo um episódio do 'How I met your mother', um casal não deve planear algo a mais longo prazo que a duração do namoro/casamento: se um namoro dura há uma semana, os planos devem ser feitos até uma semana; se dura há um mês, não se deve planear nada além de um mês; e assim sucessivamente. Talvez este tenha sido o meu erro, talvez seja este o aspecto negativo, mas eu não sou apologista do "amanhã" e se de facto esse foi o erro, voltaria a cometê-lo vezes sem conta. Quando sentimos que estamos com a pessoa certa, nada disto nos deve amedrontar. Não nos podemos ressalvar de algo que esperamos que aconteça, seja a curto, médio ou longo prazo. No entanto, quando todos os planos ficam reduzidos ao zero, chegamos a desejar nunca os ter sequer pensado e isso é, sem dúvida, o que mais magoa...

De nada me arrependo porque "melhor não podia ter sido". Continuo a guardar-te no meu abraço...*

22/06/2009

La Despedida - Manu Chao



Ya estoy curado, anestesiado
ya me he olvidado de ti
Hoy me despido
de tú ausencia
ya estoy en paz...

Ya no te espero
ya no te llamo
ya no me engano
Hoy te he borrado
de mi paciencia
Hoy fui capaz...

Desde aquel día
en que te fuiste
yo no sabía
que hacer de ti
Ya están domados
mis sentimientos
mejor así...

Hoy me he burlado
de la tristeza
Hoy me he librado
de tu recuerdo
Ya no te extrano
ya me he arrancado
ya estoy en paz...
Ya estoy curado, anestesiado
ya me he olvidado
Ya estoy curado, anestesiado
ya me he olvidado


Te espero siempre mi amor
cada hora, cada día
Te espero siempre mi amor
cada minuto que yo viva

Te espero siempre mi amor
Sé que un día llegarás
Te espero siempre mi amor
cada hora, cada día
Te espero siempre mi amor
cada minuto que yo viva
Te espero siempre mi amor
no me olvido y te quiero
Te espero siempre mi amor
Sé que un día llegarás

Te espero siempre mi amor
Sé que un día volverás...

04/06/2009

These are the days that I've been missing...

... give me the taste, give me the joy of summer wine.
.
These are the days that bring new meaning,
I feel the stillness of the sun and I feel fine.

29/05/2009

Lx Sessions...


... coming up. Stay tuned!

22/05/2009

21/05/2009

... ou somente impossíveis.


"Do meu quarto andar sobre o infinito, no plausível íntimo da tarde que acontece, à janela para o começo das estrelas, meus sonhos vão por acordo de ritmo com distância exposta para as viagens aos países incógnitos, ou supostos, ou somente impossíveis."
.
Fernando Pessoa, Livro do Desassossego

19/05/2009

formas de estar...


Não sei se cheguei a pregar olho, mas estava completamente ansioso desde o dia anterior. Mais uma vez, fiz tudo à pressa: vesti as calças, calcei-me enquanto punha uma t-shirt, comi uma maçã, lavei os dentes, peguei nas cenas e saí! O percurso é sempre o mesmo, sozinho ou acompanhado, só que desta vez, o êxtase que sentia era muito maior e completamente diferente. Só me apetecia correr, gritar, abanar quem me passava perto!
.
Chegados ao destino, o que vimos despertou sentimento igual em todos nós: um misto de acalmia, perfeição e adrenalina! É como se o Mundo parasse e num segundo conseguissemos ver tudo o que ele tem para oferecer aos seres minúsculos que somos. A excitação tomou conta de nós, abraçámo-nos, começámo-nos a rir, não queríamos acreditar! Todos queriam ser o primeiro a chegar e se fosse preciso, naquele momento, percorriamos qualquer que fosse a distância que havia no meio. Lá fora estava Ela, e certamente que todos lhe daríamos nome diferente. Eu chamei-lhe vida... pela mescla de sensações que em nós desperta e despertou, por querer, tal como a vida, que dure eternamente em mim, em ti, em qualquer um de nós...

Não esperes por mim...


...apressado, cheguei à porta velha e perra daquele bar que todos os dias me esperava. Olhei uma última vez para trás para saber se ainda me seguiam. Entrei, e o ar bafarento que me abraçava indiciava-me a segurança de um lar. Procurei a mesa mais protegida e confortável, sentei-me, pedi um café que me fizesse por momentos repousar e acendi um acolhedor cigarro...

18/05/2009

Doca de Belém


The l(E)ast one...


Lomo World!




Pepe e Lupe

... ao subir aquela última planície, avistei, finalmente, gente. Deste vez não era uma miragem, era de facto alguem que alí estava.
.
Debaixo de um sol tórrido que me fazia ajoelhar como se me obrigasse a prestar clemência, agarrava com as mãos o solo daquela planície desolada. O pó entranhava-se nas feridas e bolhas que o calor e a falta de água me fizeram. Eu era o último, era eu o sobrevivente, e apesar de naquele momento estar de joelhos e sem forças, não me deixaria entregar às aves de rapina que me rodeavam por sentirem o meu cheiro a morte.
.
Ao longe, aquele homem tratava das suas vacas, e eu fitava-o enquanto me arrastava e rastejava na sua direcção pelo pó amarelo e desértico. Era a minha última esperança, mas a força diminuía a cada segundo que passava. Sentia-a a abandonar-me enquanto a vida me escapava por entre os dedos... deitei-me, desisti.
.
Acordei numa cama. Ao certo não sei quanto tempo passou e a última lembrança que tinha era do sabor da terra morna nos meus dentes. O que se passou? Levantei-me, andei em direcção à janela e vi novamente o vaqueiro. O dia parecia exactamente o mesmo e o homem encontrava-se na mesma posição em que o vira pela última vez...
.
O seu cheiro a suor e a humidade espalhavam-se pelo ar. Ao longe sentia-se o peso da sua camisa envolto em tranpiração. De mãos secas e ásperas pelo trabalho árduo, o seu hálito saía mais quente que o próprio calor. Seus pés descalços e marcados pelo solo fervido não pareciam ficar abalados com os 43º que se faziam sentir ao meio-dia. Este era Pepe, um vaqueiro mexicano com cerca de 35 anos que me dizia não conhecer mais do que a pequena aldeia a 2 km de sua casa e as suas vacas...
.
Uma voz de fundo fez-se ouvir. Uma voz feminina, que falava um espanhol melódico ainda que quase impossível de tirar qualquer ideia. Pepe disse-me que era Lupe, sua mulher.
.
Lupe não tinha mais que 30 anos. Olhos cor de mel, da cor da sua pele. Os cabelos eram muito longos e pretos. A sua face queimada do sol escondia a infelicidade da vida só e trabalhosa que sempre tivera. No entanto, as suas mãos eram suaves, suaves como as formas que o seu corpo tinha e que lhe faziam lembrar, de forma nostálgica, a mulher bela que fôra. Os seus pés transpareciam a dureza dos caminhos que percorrêra na vida. As suas unhas pintadas eram a forma de expressar o desejo, cuidado e preocupação com a beleza. Por duas vezes a vi de baton, um baton de cor rosado e que chamava a atenção para os lábios secos que pediam para serem beijados. A sua maneira de falar, que nunca entendi, ficou-me até hoje guardado na memória. Era como se quando falava, falasse só para mim, só para o meu coração...
.
Fiquei cerca de um mês em casa deles. Pouco falámos e pouco mais soube além do que via, cheirava e sentia. Um dia, Pepe agarrou-me no braço e levou-me à aldeia mais próxima. Nunca me perguntaram o que me acontecera, e eu, também nunca o quis dizer...

16/05/2009

Padrão dos Descobrimentos




Num povo de crenças... o que é que te move?

I want to...


... GROW OLD!

Fernão Capelo Gaivota


"A maior parte das gaivotas não se preocupa em aprender mais do que os simples factos do vôo — como ir da costa à comida e voltar. Para a maioria, o importante não é voar, mas comer. Para esta gaivota, contudo, o importante não era comer, mas voar.


Antes de tudo o mais, Fernão Capelo Gaivota adorava voar"...


Richard Bach

13/05/2009

As boas ideias são como as pessoas giras...

... estão sempre em todo o lado, menos aqui.